Como saber se o seu cão tem frio e como evitá-lo
- Sintomas de frio nos cães
- Consoante o local de descanso
- Consoante a idade: cachorros, cães mais velhos
- Consoante a condição: cães friorentos
- Consoante as condições climatéricas
- Consoante a patologia: cães doentes
Entrámos em novembro e isso já se começa a notar: manhãs muito frias e longos dias de chuva. Se tu começas a notar a descida das temperaturas, temos a certeza de que o teu amigo de quatro patas também. Muitos patudos, pela sua natureza, agradecerão imenso que a estação do frio tenha finalmente chegado, mas é preciso ter cuidado com os cães mais pequenos e os mais sénior. Se estás a ler isto é porque te interessa saber como identificar que o teu patudo está com frio e, mais importante, como evitar que o sinta. Por isso, continua a ler que contamos-te tudo.
Sintomas de frio nos cães
Antes de mais, como os podes identificar? Possivelmente deves reparar em ambientes fora de casa ou em casa pela manhã, quando ainda não há movimento e o aquecimento não aqueceu o espaço. Especialmente se o teu cão for friorento, embora falaremos mais à frente sobre isso. Estes sintomas podemos observá-los de forma direta ou indireta.
- Sintomas diretos. Os cães com frio tremem. Não falamos de hipotermia, isso é um assunto diferente, falamos de ter frio. Além de tremer, tendem a ficar letárgicos, pouco ativos e a enroscarem-se. Não te alarmes, enroscar-se não significa que sofra de frio, mas presta atenção se ao mesmo tempo tremer.
- Sintomas indiretos. Costumam mudar de hábitos, como procurar zonas de descanso diferentes das habituais com fontes de calor ou dormir de forma rígida. Ao contrário do verão, em que mudam constantemente de posição para refrescar-se, com frio preferem ficar imóveis para não perder calor. Isto será o primeiro que poderás observar se o teu cão tem frio em casa.
Prevenir o frio do teu cão
Consoante o local de descanso
- Dentro de casa. Os cães são animais muito espertos, por isso sabem regular-se. Portanto, é importante que estejas atento aos locais favoritos do teu cão para colocar lá as suas camas. De qualquer modo, estes locais não devem ser zonas frias nem húmidas ou, pelo contrário, demasiado perto de radiadores, lareiras ou aquecedores.
- Exteriores. Se tens jardim ou pátio, e o teu cão gosta de passar tempo fora à vontade, é fundamental que conte com uma casota ou abrigo localizado adequadamente. Este abrigo deve estar protegido do vento e isolar das baixas temperaturas e das chuvas.
Consoante a idade: cachorros, cães mais velhos
São os grupos de risco, alheios à sua raça ou características físicas. Se o teu cão está num destes grupos, toma nota destas recomendações: aproveita o passeio longo a meio do dia e evita que passe demasiado tempo sobre a terra e erva húmida da manhã ou da noite, já que em muitos locais há geada devido à humidade.

Consoante a condição: cães friorentos
Alguns cães, independentemente da idade, estão particularmente mal adaptados ao frio. Por exemplo, os cães de constituição muito magra, com pouca pelagem ou os mais pequenos, todos eles apresentam uma termorregulação pouco eficiente. Se é o caso do teu patudo, há que ter isso em conta na hora de fazer atividades com eles. Em movimento não deveria ser nenhum problema, mas se param para descansar num percurso ou se vão a uma esplanada com eles, leva uma manta ou um agasalho confortável e de qualidade. E em casa, uma manta polar é um must.
Consoante as condições climatéricas
A chuva não deveria impedir que saias para passear com o teu cão. Se o teu patudo não gosta de se molhar, um impermeável de qualidade pode ser uma boa ideia, assim como um bom material de passeio. No entanto, muitos cães adoram a chuva e divertem-se como crianças: tem uma toalha absorvente à mão para o secar. Embora às vezes, dependendo do cão, seja como secar uma toalha molhada.
Consoante a patologia: cães doentes
Os patudos que sofrem de alguma forma de artrite, artrose ou doenças respiratórias e cardiovasculares são alvos fáceis para os primeiros dias frios e húmidos. Talvez se mostrem mais lentos, desajeitados e mais apáticos: respeita o seu ritmo. Se, ainda assim, achas que pode haver algo mais, não hesites em consultar o teu veterinário.
Escrito por Alejandro Daza
Educador canino cognitivo-emocional

