Leishmaniose em cães e a dieta BARF

  1. O que é a leishmaniose
  2. Tipos de leishmaniose
  3. Sintomas da leishmaniose
  4. Prevenção da leishmaniose
  5. Tratamento da leishmaniose
  6. Benefícios da dieta BARF para a leishmaniose
  7. Suplementos naturais para cães com leishmaniose

A leishmaniose é uma doença parasitária muito comum entre os cães, causada pela picada de um mosquito infetado. Em Espanha, afeta muitos cães durante os meses quentes do ano. A leishmaniose encontra-se em algumas áreas de mais de 88 países, situados em zonas tropicais ou subtropicais. Como saberá, os mosquitos são animais que vivem em temperaturas quentes; por isso, a leishmaniose em cães é comum em zonas com temperaturas altas ou médias-altas. Neste artigo, veremos com mais detalhe o que é a leishmaniose, os sintomas mais comuns, o seu tratamento e a prevenção, mas, mais importante, o papel que a alimentação natural desempenha nos cães com leishmaniose.

A leishmaniose é uma doença grave que afeta o sistema imunitário dos cães. Comum em zonas endémicas, transmite-se pela picada do flebótomo. Quando este inseto pica um cão, pode provocar lesões na pele e outros sintomas. Detetar a doença a tempo é crucial; um teste rápido pode salvar a esperança de vida do seu animal de estimação. É fundamental proteger os cães em áreas de risco e estar atento a qualquer sinal de infeção.

❓O que é a leishmaniose

A leishmaniose canina é uma doença parasitária transmitida pela picada de um tipo de mosquito chamado flebótomo. Este tipo de mosquito costuma aparecer na primavera e costuma estar presente até ao outono, quando as temperaturas começam a baixar. De facto, os flebótomos são considerados um dos perigos da primavera para os cães, juntamente com a processionária do pinheiro ou as carraças. Por isso, a leishmaniose canina é considerada uma doença endémica em Espanha, estando presente na maior parte do território peninsular e nas ilhas Baleares.

A leishmaniose afeta maioritariamente cães, mas também pode ser encontrada em gatos, furões ou humanos, entre outros animais. No entanto, verifica-se uma maior prevalência em cães de raça grande e animais jovens. Curiosamente, os podengos ibicencos mostram alguma resistência à doença, mas as causas desta condição nesta raça de cães continuam a ser estudadas. Caso não saiba, a leishmaniose é uma doença que não tem cura, mas tem tratamento e podem ser tomadas medidas para a prevenir. Por esta razão, ouvirá dizer que um cão negativou a leishmaniose, o que significa que esta está em modo “stand by” e que se pode ativar novamente.

Por outro lado, o estilo de vida do cão influencia a transmissão da doença. Logicamente, os cães de quinta ou os cães que passem mais tempo no exterior terão mais probabilidades de contrair a doença. Especialmente aqueles cães que passem tempo em zonas arborizadas ou húmidas, uma vez que há uma maior concentração de mosquitos. Por exemplo, se vive numa zona da costa mediterrânica, o seu cão tem mais probabilidades de sofrer uma picada do que um cão de uma zona mais seca. Porquê? As condições de humidade e temperaturas amenas criam o clima perfeito para a proliferação dos flebótomos.

🔍 Tipos de leishmaniose

Não é que existam doenças diferentes com o mesmo nome, mas sim diferentes afeções. Falamos de tipos de leishmaniose segundo as zonas corporais em que a doença ataca o cão, mas trata-se da mesma doença.

Leishmaniose cutânea

    Costuma ser a mais comum e afeta a pele do animal, com uma incidência de 80%.

    Leishmaniose visceral

      Neste caso, a leishmaniose afeta diretamente órgãos como os rins, o fígado, o baço, o sistema imunitário e a medula espinal. A visceral tem uma incidência menor do que a cutânea, em torno de 20% dos cães infetados. No entanto, as consequências são piores, já que afeta órgãos importantes do cão.

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      👀 Sintomas da leishmaniose

      A esta altura, estará a perguntar-se: e como sei que o meu cão tem leishmaniose? Em animais positivos para leishmaniose podemos encontrar uma vasta apresentação de sintomas: problemas digestivos, falência renal ou lesões cutâneas, entre outros. Além disso, muitos cães podem ser totalmente assintomáticos perante a leishmaniose, como aconteceu recentemente com alguns casos de Covid. Também pode acontecer que confunda os sintomas de alergia em cães ou gatos com os sintomas da leishmaniose. De qualquer forma, vamos dar-lhe alguns conselhos para que possa saber quais são os indícios de que o seu cão sofre de leishmaniose.

      Os sintomas gerais da leishmaniose que se podem observar em todos os cães são:

      • Ingestão abundante de água; por conseguinte,
      • Urinar mais vezes e em maior quantidade
      • Pode apresentar dores nas articulações, músculos ou zonas concretas

      Tal como comentámos no ponto anterior, existem dois tipos de leishmaniose e, portanto, o cão pode apresentar sintomas distintos. Se falamos de leishmaniose cutânea, o cão apresentará sintomas mais relacionados com a pele, a pelagem e o corpo externo. Ou, pelo contrário, os sintomas relacionados com o funcionamento do organismo em geral corresponderão à leishmaniose visceral.

      🔸 Sintomas da leishmaniose cutânea em cães

      • Alopecia à volta do nariz, orelhas e olhos
      • Pelagem sem brilho
      • Úlceras na pele
      • Lesões que não curam rapidamente
      • Crescimento desproporcional das unhas, unhas frágeis ou que se partem facilmente
      • Alterações na cor da pele
      • Fissuras nas almofadas plantares
      • Dermatite nodular
      • Necrose na ponta das orelhas, produzida pela vasculite derivada da doença.

      🔸 Sintomas da leishmaniose visceral canina

      • Perda de apetite
      • Apatia
      • Inatividade
      • Perda de peso muito acentuada
      • Aumento desmedido do fígado
      • Hemorragia nasal
      • Alteração nos rins
      • Vómitos, diarreia ou fezes de cor vermelho-escura ou preta

      Lesões da leishmaniose em cães

      Lembre-se que cada cão é um caso e pode apresentar um, dois ou todos os sintomas, dependendo das suas defesas. Do mesmo modo, o seu cão pode apresentar estes sintomas sem ser sinónimo de leishmaniose. No momento em que veja alguma destas reações no seu organismo, deve recorrer o mais rapidamente possível ao veterinário para que este lhe realize um diagnóstico adequado, a fim de verificar se está realmente infetado ou não.

      ⛔ Prevenção da leishmaniose

      Embora a leishmaniose se possa transmitir durante todo o ano, temos de prestar uma atenção especial aos meses que compreendem abril a outubro. Desde o início da primavera até ao início do outono, os flebótomos costumam ser mais ativos e constituem um perigo para o seu cão se este estiver desprotegido. No entanto, a temporada de flebótomos pode variar todos os anos, consoante as temperaturas que se alcancem.

      Como já saberá, as alterações climáticas provocaram um aumento das temperaturas globais e uma variação das estações. O inverno é cada vez mais curto e o verão prolonga-se, fazendo com que as estações intermédias estejam a desaparecer. Isto tem imensas implicações a nível ambiental; uma delas é que estes insetos estejam presentes durante mais tempo. Se os flebótomos atuam durante mais meses, o risco de infeção dos cães aumenta.

      Para evitar as graves consequências que esta doença pode causar, é muito importante utilizar métodos preventivos que evitem a picada do mosquito flebótomo. Vamos explicar-lhe como pode evitar a leishmaniose no seu cão:

      🔸 Coleiras antiparasitárias

        Existem muitas marcas comerciais que vendem coleiras antiparasitárias que cobrem a picada deste mosquito. No entanto, existem muitas outras que não contam com esta proteção e, por isso, é importantíssimo que observe as características do produto. Saberá que essa coleira atua contra o flebótomo se indicar especificamente que evita o mosquito flebótomo. Portanto, as coleiras onde diga “evita a picada de mosquitos” não nos serviriam, uma vez que não são específicas para o mosquito da leishmaniose.

        🔸 Pipetas antiparasitárias

          Normalmente têm uma proteção que dura aproximadamente 1 mês. Tal como no caso anterior, tem de especificar que atua contra o mosquito flebótomo.

          🔸 Testes sanguíneos

            Certamente não é a primeira vez que lê numa clínica veterinária “Campanha de prevenção contra a leishmaniose canina”. Pois bem, uma vez finalizada a época de maior atividade do mosquito, podemos realizar um teste sanguíneo, o qual nos revelará se o nosso animal foi infetado ou não. Este teste costuma realizar-se anualmente e, graças a ele, podemos detetar a doença numa fase precoce e tratá-la o quanto antes.

            🔸 Vacinação

              Atualmente, dispomos de uma vacina para a leishmaniose. Só pode ser administrada a cães negativos à doença e a sua função é retardar a progressão dos sinais clínicos se, em algum momento, o nosso cão for infetado. Graças a esta vacina, podem chegar a não apresentar sinais clínicos da doença. No entanto, o facto de o seu cão ter a vacina não evitará que, caso seja picado por um mosquito com leishmaniose, a padeça.

              💊Tratamento da leishmaniose

              O tratamento para a doença da leishmaniose é muito variável, já que podemos encontrar diferentes apresentações da doença. Tal como comentámos no ponto sobre os tipos de leishmaniose e os sintomas, haverá diferentes afeções a ter em conta, e dependerá também da gravidade das lesões.

              O tratamento acompanha-se de um protocolo farmacológico e um tratamento nutricional adaptado ao paciente, em que se fará um esforço para o fortalecimento do seu sistema imunitário. A combinação de um ou vários fármacos dependerá da evolução do paciente e da carga parasitária.

              A leishmaniose não tem cura; é uma doença crónica que pode melhorar com o tempo. Um cão com leishmaniose precisará de medicação e exames periódicos para monitorizar a evolução da doença. Se for diagnosticada a tempo e a sintomatologia melhorar, podem ter uma boa qualidade de vida. Por isso, é importante ter em conta os métodos de prevenção da doença para a detetar a tempo.

              Embora tenhamos a doença controlada e a sintomatologia tenha desaparecido ou diminuído, ocasionalmente podem aparecer novamente certas lesões. Estas situações costumam ocorrer quando o sistema imunitário do cão se vê comprometido. Se isto suceder, será necessário realizar exames de diagnóstico para reavaliar o paciente e valorar se é preciso fazer alguma modificação no tratamento. A manutenção de um sistema imunitário forte é essencial para fazer face à leishmaniose, e a alimentação natural BARF é a ferramenta básica para poder ter umas defesas fortes.

              Dieta BARF contra a leishmaniose

              A alimentação é muito importante como parte do tratamento e do fortalecimento do sistema imunitário. A dieta BARF é muito benéfica para os cães com leishmaniose, sempre tendo em conta as patologias associadas à doença. Por isso, a alimentação BARF de um cão com leishmaniose tem de ser formulada por um veterinário-nutricionista especializado em nutrição natural. Em função dos sintomas, dos valores analíticos e da gravidade da doença, o veterinário-nutricionista poderá desenvolver uma dieta específica para o cão.

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              🍗 Benefícios da dieta BARF para a leishmaniose

              Entre os benefícios da dieta BARF para cães encontra-se a melhoria da saúde da pele, que é a principal afeção da leishmaniose cutânea. A alimentação natural também melhora a digestão, já que se recupera o pH normal do estômago ao não ingerir químicos nem um excesso de hidratos de carbono. Por sua vez, consegue-se uma maior assimilação de nutrientes, fortalecendo o sistema imunitário do animal. Naqueles patudos com leishmaniose visceral, veremos também grandes mudanças positivas porque evitaremos o stress do organismo do animal ao eliminar o consumo de químicos.

              Muitos cães com leishmaniose sofrem de úlceras e/ou lesões em partes do sistema digestivo como a boca, língua, gengivas e esófago, o que lhes dificulta a deglutição. Muitos destes patudos não querem comer alimentos duros como ração, e a desnutrição do animal poderia piorar a leishmaniose. Os menus BARF da Natuka são triturados e têm uma textura húmida, facilitando assim que possam alimentar-se sem dores.

              A alimentação natural BARF pode ajudar o seu cão a combater a doença por muitas razões e vias. Se o seu cão sofre de leishmaniose e ainda não come BARF, deverá consultar um especialista em nutrição canina para que possa avaliar o seu caso. De qualquer forma, o seu cão deverá fazer uma transição da sua alimentação atual para a dieta BARF, para adaptar pouco a pouco o seu sistema às novas digestões. Na Natuka, dispomos do pack de iniciação, que é um menu desenhado especialmente para os cães que começam pela primeira vez a comer BARF. No nosso blog, explicamos-lhe passo a passo como introduzir o seu cão na dieta BARF com a Natuka. Lembre-se que, se tiver qualquer dúvida, pode consultar a nossa veterinária especialista em nutrição natural, Isabel Calzado.

              Benefícios da dieta BARF para cães

              🌿 Suplementos naturais para cães com leishmaniose

              Existem suplementos naturais específicos para a leishmaniose que foram estudados para controlar os sintomas e reduzir, no futuro, a dose de fármacos administrados ao paciente. A estratégia nutricional consiste em diminuir a formação de poliaminas (local onde se replica a leishmaniose) e estimular a resposta TH1.

              Entre os suplementos mais importantes encontramos:

              • Artemisinina

              Suplemento antileishmaniose. Este suplemento fortalece o sistema imunitário estimulando a resposta TH1, induzindo stress oxidativo e a posterior apoptose – a morte, para que nos entendamos – do parasita. Não é recomendável em animais com doença hepática.

              • Berberina

              Outro suplemento antileishmaniose. Foi demonstrada a eficácia da berberina como leishmanicida, despolarizando as mitocôndrias por reações redox.

              • Curcumina (cúrcuma)

              É um estimulador dos efeitos do óxido nítrico. É um potente antioxidante e atua como anti-inflamatório natural.

              • Espirulina

              É um imunomodulador, estimulando a resposta TH1, e antioxidante.

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